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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Caminho Neocatecumenal é uma comunidade judaico-protestante

Rorate Caeli — Tradução ao espanhol: Adelante la Fe | Tradução Sensus fidei: Trecho da entrevista com D. Athanasius Schneider realizada e publicada por John Henry Newman Centro de Ensino Superior, Hungria.


Sr. Fülep: Enquanto se persegue a tradição, existem alguns novos movimentos modernos que estão muito respaldados. Um deles é a comunidade de Kiko. Qual é a sua opinião sobre o Caminho Neocatecumenal? 

Sua Excelência Dom Schneider: Este é um fenômeno muito complexo e triste. Para falar abertamente: É um cavalo de Troia na Igreja. Eu os conheço muito bem, porque fui um delegado episcopal para eles durante vários anos no Cazaquistão, em Karaganda. E os ajudei em suas missas e reuniões e li os escritos de Kiko, seu fundador, portanto, conheço-os bem. Quando falo abertamente, sem diplomacia, devo dizer: O Caminho Neocatecumenal é uma comunidade judio-protestante dentro da Igreja apenas com uma decoração católica. O aspecto mais perigoso está em relação à Eucaristia, porque a Eucaristia é o coração da Igreja. Quando o coração está em más condições, todo o corpo está em mau estado. Para o neocatecúmeno, a Eucaristia é primariamente um banquete fraternal. Isto é protestante, uma atitude tipicamente luterana. Eles rejeitam a ideia e o ensino da Eucaristia como um verdadeiro sacrifício. Até mesmo argumentam que o ensino tradicional, e a fé na Eucaristia como sacrifício, não é cristã, mas pagã. Isto é completamente absurdo, isto é tipicamente luterano, protestante. Durante as suas liturgias eucarísticas tratam o Santíssimo Sacramento de uma forma tão banal, que às vezes se torna horrível. Eles se sentam para receber a Sagrada Comunhão, e, em seguida, se os fragmentos são perdidos, já não fazem caso deles, e depois da Comunhão dançam, em vez de orar e adorar Jesus em silêncio. Isto é realmente mundano e pagão, naturalista.


Sr. Fülep: O problema não poderia ser apenas na prática …

Sua Excelência Dom Schneider: O segundo perigo é a sua ideologia. A ideia principal do Neocatecumenato de acordo com seu fundador Kiko Arguello é a seguinte: a Igreja tinha uma vida ideal até Constantino, no século IV, somente esta era, de fato, a verdadeira Igreja. E com Constantino a Igreja começou a se degenerar: degeneração doutrinal, degeneração litúrgica e moral, tendo a Igreja alcançado o ápice desta degeneração doutrinária e litúrgica com os decretos do Concílio de Trento. No entanto, contrariamente à sua opinião, o oposto é verdadeiro: esse foi um dos aspectos de maior destaque da história da Igreja, por causa da clareza da doutrina e da disciplina. De acordo com Kiko, o obscurantismo da Igreja durou desde o século IV até o Concílio Vaticano II. Foi somente com o Vaticano II que a luz entrou no Igreja. Isto é uma heresia, porque significa dizer que o Espírito Santo abandonara a igreja. E isto é muito sectário e muito alinhado com Martinho Lutero, quando afirmou que, até ele, a Igreja estivera em obscuridade e foi unicamente por meio dele que a luz veio à Igreja. A posição de Kiko é fundamentalmente a mesma, só que Kiko postula o obscurantismo da Igreja de Constantino até o Vaticano II. Então, eles interpretam mal o Concílio Vaticano II. Eles se dizem apóstolos do Vaticano II. Assim, justificam todas as suas práticas e doutrinas heréticas com o Vaticano II. Este é um grave abuso.

Sr. Fülep: Como pode esta comunidade ser oficialmente admitida na Igreja?

Sua Excelência Dom Schneider: Esta é uma outra tragédia. Eles estabeleceram um poderoso grupo de pressão (lobby) no Vaticano há pelo menos trinta anos. E há um outro engano: em muitos eventos apresentam uma grande quantidade de frutos de conversão e muitas vocações para os bispos. Um grande número de bispos estão cegos pelos frutos, e não veem os erros, não os examinam. Eles têm famílias grandes, filhos numerosos, e têm um alto padrão moral na vida familiar. Isto é, claro, alcança um bom resultado. No entanto, há também um tipo de comportamento exagerado para pressionar as famílias para que obtenham um número máximo de crianças. Isto não é saudável. E dizem, estamos aceitando a Humanae Vitae, e isso, claro, é bom. Mas ao final isso é uma ilusão, porque há também um bom número de grupos protestantes no mundo de hoje com um alto padrão moral, que também tem um grande número de crianças, e que também vão e protestam contra a ideologia de gênero, homossexualidade e que também aceitam Humanae Vitae. Mas, para mim, esse não é um critério decisivo da verdade! Há também um grande número de comunidades protestantes que convertem um grande número de pecadores, pessoas que viviam com vícios como o alcoolismo e as drogas. Assim, o fruto da conversão não é um critério decisivo para mim e eu não vou convidar este bom grupo protestante que converte os pecadores e tem uma enorme quantidade de crianças em minha diocese para participar no apostolado. Esta é a ilusão de muitos bispos, que estão cegos pelo “frutos”.


Sr. Fülep: Qual é a pedra angular da doutrina?

Sua Excelência Dom Schneider: A doutrina da Eucaristia. Este é o coração. É um erro olhar primeiramente para os frutos e ignorar ou não se importar com a doutrina e a liturgia. Tenho certeza de que virá o tempo em que a Igreja examinará objetivamente esta organização em profundidade sem a pressão dos lobbies do Caminho Neocatecumenal, e os seus erros na doutrina e na liturgia realmente virão à luz.

Cristo é o único Redentor.

Sr. Fülep: Há cinquenta anos atrás foi promulgada a declação “Nostra Aetate” do Concílio Vaticano II. Seu quarto artigo apresenta a relação entre a Igreja Católica e o povo judeu em um novo quadro teológico. Esta escrita é um dos documentos do Concílio mais problemáticos e controversos, entre outras coisas, devido às declarações sobre os judeus. E agora para este cinquentenário um novo documento foi escrito pelo cardeal Kurt Koch, em nome da Santa Sé, no qual se lê que “a Igreja Católica não sustenta e nem apoia qualquer obra de missão institucional específica dirigida aos judeus”. Por acaso o mandamento missionário estabelecido por Jesus já não é mais válido?

Sua Excelência Dom Schneider: É impossível, porque seria absolutamente contrário à palavra de Cristo. Jesus disse: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15:24) e a sua missão continua, não foi abolida. Ele disse: “ide a todas as nações e fazei discípulos”, mas não disse: “ide a todas as nações, com exceção dos judeus.” A declaração acima implica isso. É um absurdo. Isso é contra a vontade de Deus e contra toda a história da vida da Igreja em dois mil anos. A Igreja sempre pregou a todos, independentemente de nação e religião. Cristo é o único Redentor. Hoje, os judeus rejeitam a aliança de Deus. Há apenas uma aliança de Deus: a antiga aliança foi apenas preparatória e atingiu o seu objetivo na nova e eterna aliança. Esse é também o ensinamento do Concílio Vaticano II, “o propósito principal para o qual se dirige o plano da antiga aliança foi preparar-se para a vinda de Cristo. Deus, o inspirador e autor de ambos os Testamentos, dispôs tão sabiamente de modo que o Novo Testamento está escondido no Antigo, e o Antigo se manifesta no Novo “(Dei Verbum, 15-16). Os judeus rejeitaram esta aliança divina, uma vez que Jesus lhes disse: “Quem me odeia, odeia também a meu Pai” (Jo 15,23) Estas palavras de Jesus permanecem válidas para os judeus de agora, “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (Mc 13:31). E Jesus disse que se não o aceitam, não podem ir ao Pai. Quando os judeus de hoje rejeitam a Cristo, rejeitam o Pai e rejeitam também a sua aliança. Porque, em última análise, é uma aliança única, não duas alianças: a Antiga se tornou a Nova Aliança. Porque há um só Deus, não há dois deuses: um Deus do Antigo Testamento e um Deus do Novo Testamento. Esta é a heresia gnóstica. Esta é a doutrina dos fariseus e do Talmud. Hoje os judeus são os discípulos dos fariseus talmúdicos, que rejeitaram a aliança de Deus em Sua nova e eterna aliança. No entanto, os judeus justos no Antigo Testamento — os profetas, Abraão e Moisés — aceitaram a Cristo. Jesus disse isso, por isso temos de salientá-lo, também.

Sr. Fülep: Em seguida a “Nostra Aetate” João Paulo II chamou os judeus “irmãos mais velhos”, o Papa Bento XVI a eles se refere como os “pais na fé”. Mas os judeus no Antigo Testamento e o judaísmo talmúdico são duas coisas muito diferentes, correto?

Sua Excelência Dom Schneider: Sim, claro. Infelizmente, essas expressões destes dois Papas são também em certo grau um tanto ambíguas. Não são claras. Então, quando estas palavras são no sentido de que os judeus são nossos irmãos mais velhos, deve-se assinalar que apenas os judeus do Antigo Testamento — os profetas, Abraão e todos os santos do Antigo Testamento — são nossos irmãos mais velhos. Isto é correto, porque aceitaram a Cristo, não explicitamente, mas em nível de prefigurações e símbolos, e, Abraão, até mesmo explicitamente, como o próprio Cristo disse: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; e eu o vi e se encheu de alegria”(Jo 8,56). Mas como podemos dizer isso sobre os judeus contemporâneos do Talmud que rejeitam a Cristo e não têm fé em Cristo e na Santíssima Trindade? Como podem ser nossos irmãos mais velhos se eles não têm fé em Cristo? O que estão me ensinando? Tenho fé em Cristo e na Santíssima Trindade. Mas eles rejeitam a Santíssima Trindade, portanto, não têm fé. Consequentemente, nunca podem ser meus irmãos mais velhos na fé.

Entrevista feita e publicado por John Henry Newman do Centro de Ensino Superior, Hungria.

sábado, 6 de abril de 2013

Papa Francisco e a seita herética neocatecumenal


A gangue satânica neocatecumenal da início em Roma à uma missão abençoada pela hierarquia modernista vaticana como chefe  o “Bispo Bergoglio”. Tudo como previsto, os apostatas modernistas Vaticanos prosseguem nas ruínas da Igreja Católica, para promover a diabólica “nova Igreja Conciliar”...

Sábado próximo, 6 de Abril, o Cardeal Vigário Agostino Vallini, conjuntamente com a seita herética neocatecumenal, enviará, com a Sua Benção, todas as comunidades de Roma à missão a 100 praças. A liturgia de envio será precedida de um Kerygma, do servo do diabo, Kiko Arguello.
A ridícula e blasfema liturgia se desenvolverá na basílica de São Paulo com início às 11 e término às 12:30.


Acima um vídeo eloquente do compromisso da hierarquia com a herética e diabólica seita Neocatecumenal 

Uma grande missão em 100 praças de Roma: esta é a iniciativa do Caminho Neocatecumenal para o Ano da Fé de Bento XVI com a Carta Apostólica Porta Fidei. A iniciativa do Papa emérito segue aquelas dos precedentes anos jubilares promulgados durante o seu pontificado: o Anno Paolino (junho 2008 – junho 2009) e o Anno Sacerdotale (junho 2009 – junho 2010).


Quando foi promulgado o Annus Fidei, em muitos âmbitos da Igreja, se multiplicaram as iniciativas voltadas ao estudo e ao aprofundamento da fé: propostas editoriais, acadêmicas, catequeses, e cursos de atualizações de diversos gêneros.

Os iniciadores do Caminho Neocatecumenal, Kiko Arguello e Carmen Hernandez, juntos de padre Mario Pezzi, propuseram a Bento XVI, antes de sua demissão, uma iniciativa especifica por este ano da Fé. A proposta do Caminho Neocatecumenal é aquela iniciar a disposição da Nova Evangelização todas as comunidades neocatecumenais espalhadas pelo mundo.

Não é por certo a primeira vez que o Caminho Neocatecumenal se dedica à evangelização, sendo inserido na sua natureza o anuncio da Boa Notícia aos “distantes”. Desde sua fundação, de fato, esta realidade eclesial contribuiu de modo fundamental ao anuncio do Evangelho através do envio de sacerdotes, catequistas itinerantes, famílias em missão e laicos consagrados a todo o mundo. Também em ocasião da Jornada Mundial da Juventude, os jovens neocatecumenais vão, durante a peregrinação, percorrendo a cidade e anunciando o Evangelho nas praças das cidades.

A novidade da Grande Missão deste ano é na modalidade com que se pretende levar a todos o anúncio de Jesus Ressuscitado. O período escolhido para esta missão, que se desenvolverá ao mesmo tempo em todo o mundo, são os cinco domingos de Páscoa a partir de 7 de Abril. Tratar-se-á de cinco encontros com temas que terão como cenário algumas praças escolhidas ao acaso pela cidade, em horário a definir segundo as paróquias que organizarão o evento.

Em Roma o caminho neocatecumenal está presente em 104 paróquias com um total de 500 comunidades. A comunidade se reúne em grupos de 5 e irão logo que escolhida uma praça na vizinhança da paróquia da qual pertença. Na praça designada se colocará um cavalete com uma imagem sacra, um ambão e uma cruz para criar um ambiente de pregação em lugar aberto no meio dos que passam. O programa foi estabelecido pelos iniciadores do Caminho Neocatecumenal juntos do Cardeal Vigário para a Diocese de Roma, Agostino Vallini.




Se partirá domingo, 7 de Abril com um primeiro encontro de catequese. Depois de um momento de pregação (de manhã ou pela tarde de acordo com o horário escolhido) acompanhado de cantos e experiências pessoais de alguns jovens, um catequista proporá uma reflexão a partir de alguma pergunta fundamental: “Quem é Deus para você?” “Crê em Deus?” “Porque crê?” “Experimentou na tua vida o que Deus é?” “Sentiu a Sua ajuda?” A quem quiser aproximar-se para escutar o anúncio, se dará ensinnamento no domingo seguinte na mesma praça.

O segundo encontro será aos 14 de Abril. A segunda catequese abordará os temas do sentido da vida e a busca da felicidade: “Quem é você? “Porque vive?” “Qual é o sentido de tua vida?” “És feliz?”

O terceiro encontro, domingo 21 de Abril, será dedicado ao anúncio de “Kerygma ou seja o anúncio do amor de Deus pelos homens manifestado na morte e ressurreição de Seu Filho Jesus Cristo. O tema deste encontro será “Anúncio do Kerygma: a notícia da tua Salvação em Cristo Jesus”.

O anúncio da Boa Notícia prosseguirá também durante o quarto encontro, domingo 28 de Abril, onde se tocarão as conseqüências mais pessoais do anúncio do Kerygma: “O chamado à conversão”. O anuncio do Evangelho, de fato, não pode deixar indiferente aquele que o acolhe: a escuta confiante da Palavra de Deus deve corresponder uma mudança radical de vida, não como esforço pessoal ou empenho nos confrontos de Deus, mas como um desejo de haver, dentro de ser a natureza divina que nos vem ofertada gratuitamente da Ressurreição de Cristo. Do amor gratuito de Deus pelo homem surge como resposta o amor do homem a Deus e ao próximo, a aceitação de sua vontade e o desejo de descobrir-se verdadeiro discípulo do Ressuscitado.

Aos 5 de Maio a catequese se focará sobre a Igreja como comunidade em caminho e “Sacramento de Salvação” para todos os homens. Serão propostas como linhas de guia as perguntaas: “O que é a Igreja?” “Qual é a tua experiência na Igreja?” “Queres ser ajudado por uma comunidade Cristiana?”.




O Santo Padre Francisco consentiu desta grande missão nas praças do mundo: logo após o Conclave aprovou a missão na sua cidade: também na sua em Buenos Aires partirão famílias, jovens e catequistas das comunidades neocatecumenais para diversas praças. O início do pontificado de Francisco foi marcado pelo envio à evangelização a partir de Roma; já nas primeiras palavras depois da eleição o Papa falou de “evangelização desta tão bela cidade”. Falando aos cardeais, aos 15 de Março de 2013, Papa Francisco sublinhou: “Temos a firme certeza que o Espírito Santo doa à Igreja, com o seu poderoso sopro, a coragem de perseverar e também de procurar novos métodos de evangelização, para portar o Evangelho até os confins da terra.” Aos sacerdotes romanos o Papa recordou a urgência de sair às periferias para levar o Evangelho “aos outros”.

Também o prefeito de Roma, Gianni Alemanno está a favor do projeto e se demonstrou entusiasmado desta iniciativa que, em certo sentido, agitará a cidade como foi a missão nos ambientes querida por João Paulo II durante o Jubileu de 2000. O prefeito cumprimentou o Caminho Neocatecumenal pelo serviço espiritual ofertado à cidade através de suas numerosas iniciativas de Nova Evangelização nas paróquias e pelas estradas de Roma.

Sábado, aos 6 de Abril às 11:00hs na Basílica de São Paulo, o Cardeal Vigário de Roma Agostino Vallini encontrará as comunidades neocatecumenais para uma celebração de “envio” que dará o início à esta grande missão pascoal.