Mostrando postagens com marcador judaismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador judaismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de abril de 2013

Neocatecumenais: os neo-judeus disfarçados


Estimado membro do Caminho Neocatecumenal

Em primeiro lugar, aqui nada se discute se devemos colocar leituras do A. T. ou do N. T., isso já resolveu-se de uma vez por todas no Concílio de Trento no século XVI. Em segundo lugar, não sou “irmãozinho” de nada, só tenho um irmão e não costuma escrever nestes sites; o resto dos seres humanos não são “irmãos” no plural, em sentido genérico, irmãos na fé ou como quiser chamar-los. Não me pediu permissão para um trato de tanta confiança, assim te agradeceria que quando te diriges a mim o faças com respeito e educação, igualmente como faço contigo. Irei supor que te dirigia a mim, porque fui eu quem afirmou que sois juidaizante a não poder mais. E me mantenho assim, a não ser que me demonstre contestando às minhas perguntas de modo razoável.


Utilizais nas Eucaristias elementos judeus de ornamentação e lhe ensinais em catequeses e tudo, e colocas um candelabro de 7 ou 9 braços, alguns de desenho próprio, outros de desenho judaico, porque trouxeram de lá. Minha pergunta é porque o fazem? Quais normas litúrgicas os prescrevem? Se necessitam nada mais que duas velas para celebrar a Missa, 4 para a Adoração Menor do Santíssimo (no Cibório) e 6 para a Adoração Maior (no Ostensório). Como vereis os rituais litúrgicos som muito detalhados no que se refere à utilização da luz no altar. Porque adicionam 7 ou 9 luzes mais, com um candelabro claramente judeu?

Em alguns sites vi como utilizais o “talid” hebreu, ou pano para oração que os judeus colocam sobre a cabeça quando rezam, e o fazeis a modo que cubra o ambão, ou cubra a estante, para a palavra. Em primeiro lugar, não tens outra maneira de adornar o ambão? Mas em qualquer venda se encontram telas muito mais bonitas; ou tens pessoas que se dedicam a bordar esses três panos monotemáticos que tens, porque empenhar-se em usar o talid? Me parece uma falta de respeito muito grande ante os judeus, que pensariam se outras religiões adquirissem cálices cristãos ou patenas para utilizar-los com outros fins de suas próprias religiões, ou se adquirissem casulas e vestimentas litúrgicas para utilizá-las de manto ou algo parecido?

E as bordas do talid, umas bolsas quadradas decoradas com motivos hebraicos as tábuas da lei, a coroa da Torah ou outras coisas, às utilizais freqüentemente como fundo para a Bíblia... não sei, creio que estamos no mesmo.

Mas a coisa não fica aí, tomais cantos próprios da liturgia judaica e os traduzis, ou a mania de cantar a Ave Maria em aramaico não lhes parecem elementos fora de lugar?


Mas, há mais, no livro feito pelos arquitetos do Caminho, “Espaços litúrgicos celebrativos” (Ed. EGA) quando te apresentam a forma na qual desenham o sacrário, colocam como exemplo o armário das sinagogas onde se guarda a Torah, e que curioso, que os desenhos de Kiko são muito similares; a única diferença é que debaixo do lugar reservado à Bíblia, há uma portazinha para guardar o Santíssimo Sacramento, mas há outra porta, que ao fecha-la, se fecha também o lugar onde estão as Escrituras, de maneira que ao fazer-se genuflexão ante o Senhor – os raros do Caminho que a fazem – também te ajoelhas diante da Bíblia. Isto não me parece nada cristão ou Católico. A Bíblia é a Palavra de Deus quando se lê na Liturgia Cristã, quando se reza o que quer, e ao livro certamente se tem um respeito, mas daí à adoração é uma grande diferença, e nem muito menos se pode comparar um livro ao Santíssimo Sacramento, que é o mesmo Cristo que se dá a comer, Deus verdadeiramente Presente; a Bíblia só quando se lê é presença de Deus, não quando se guarda: NÃO SOMOS UMA RELIGIÃO DO LIVRO, e não temos porque guardar a Bíblia no Sacrário, isso me parece muito, por mais carinho que tenhamos pelas Sagradas Escrituras. São PALAVRA DE DEUS e PALAVRA DO SENHOR somente quando se lê, e certamente CRISTO É A PALAVRA, mas CRISTO NÃO É A ESCRITURA, isto o deixou claro o Concílio Vaticano II na Constituição Dogmática DEI VERBUM. A Palavra é Deus mesmo, a escritura um meio para transmitir a palavra, como a voz que a lê.

Dedicais a cantar SHEMAS e escrever SHEMAS em hebraico por todos os lados, e fazeis quadrinhos muito bonitos e tudo o que quereis, e vais e colocais ao lado da porta, no lugar onde se vêem, etc. ISTO É UMA NORMA JUDAICA, nós não temos que rezar o Shema varias vezes ao dia, nem temos porque te-lo ao lado da porta, e nem muito menos em hebraico, em uma língua que não conhecemos e não precisamos conhecer, nosso shema, por assim dizer, Cristo o mudou por algo melhor, o Pai Nosso, que inclui tudo o que pode incluir o Shema e mais ainda, nos deu Deus mesmo em Pessoa, mudando o anterior, não faz falta te-lo escrito nas portas, chaveiros, nos amuletos e o que queirais, se não que é uma Lei para leva-la a todas as partes escrita no coração, e assim é como nos recompensa o Pai que vê em nosso segredo.
Não me digais que não sois judaizantes, com toda a significação alegórica que quereis dar ao pão ázimo da Eucaristia, que se pão da escravidão do pecado, que se vinho da liberdade do pecado, que se êxodo para adiante e para trás, que se maná do céu, que se, que a alegoria ajuda, mas que uma vez consagrado esse pão já não é pão, nem esse vinho é vinho, são o Corpo de Cristo e o Sangue de Cristo, Deus mesmo em Presença, e ante Deus toda alegoria empobrece, oculta, e inclusive assombra sua presença, isso que deixemos bem claro. Assim, não me estranha que muitos de vocês ao entrar no templo para celebrar a Eucaristia, passais diante do Santíssimo e não fazeis genuflexão ante o Senhor. Gostaria de ver como reagiriam se alguém entrasse em vossa casa e não lhes olhasse a cara.


Mas vamos, se até nas páginas não oficiais do caminho colocais coisas do mundo judeu, e se não dá-se um olhada nesta:

E não me dizeis que não sois judaizantes, que quando fazeis uma capela grande do Sacrario a chamais YESHIVÁ ou Casa da Palavra, e genuflexórios não colocais, porque isso de rezar ajoelhado diante do Senhor ou de ajoelhar-se na Eucaristia não os faz, porque é postura de penitente e não de assembléia de ressuscitados, bla bla bla, ainda que esteja ordenado pela Santa Madre Igreja e pelo Papa nos rituais litúrgicos, mas colocais duas fileiras de cadeiras e escritórios um em frente ao outro, diante do Sacrário com a Bíblia em cima de onde está o Senhor, como já descrevi. Bom, estas YESHIVAS são idênticas às YESHIVAS das SINGAGOGAS JUDAICAS, nada, comprovo nas capelas dos Redemptoris Mater ou de vossos centros neocatecumenais, que tenhais muitos.


Bom, e quantas vezes tive que escutar à Srta. Carmen Hernández dizer besteiras acerca da concepção judaica da sexualidade, que se os banhos para a purificação das mulheres quando tem a regra... todavia me recordo quando fizeram a todo mundo ler “As águas do Éden” em 1991 (Ed. DDB),  valente rolo judaizante... que se a concepção judaica da vida, que se os judeus quando rezam, que se os judeus isto, que se os judeus outro... Veja, não me creio melhor que os judeus nem pior que eles, pois Jesus, a Virgem, e os Apóstolos foram judeus, mas não me considero de religião judia por muitos predecessores do cristianismo que o sejam. Bem rapidamente se separaram os Apóstolos dos costumes religiosos judaicos para chegar a todo o mundo conhecido, e mesclar-se com outras culturas assim, o cristianismo serve para todos, e toma de todos o que pode tomar para santifica-lo. Não, não me agrada que me chamem filho de Israel, porque não me considero tal, ainda quando nossa fé funda suas raízes até Abraão, e este seja nosso pai na Fé, todo o que tu queiras, mas já São Paulo fala disso e o deixa muito claro.

Prefiro ser Filho de Maria, que creio sem dúvida, creio com mais Fé que Abraaão, o qual não dava crédito à promessa e teve a Ismael. A Virgem creu, e deu a Deus mesmo feito Homem. Ela é nossa Mãe na Fé. Ela é a verdadeira Filha de Sião, Mãe de todos os crentes em Cristo, imagem da Igreja, que também é Nossa Mãe, que também crê com uma fé igual à da Virgem Maria.

Se, pela graça de Deus, sou Filho da Igreja, Filho da Virgem Maria, Filho de Deus em Cristo, e por isso, como Cristo, posso chamar ao Pai com sua oração “Pai Nosso...”, isto é impossível para um judeu, um escândalo, uma blasfêmia.

Fico com o novo, se, que o velho já passou, TUDO É NOVO, por isso há de tirar das arcas o novo e o velho, e do velho, o que não servir tira-lo, e o que sirva, faze-lo novo.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cardeal Burke e a liturgia neocatecumenal

Cardeal Raymond Burke
“Não posso, como Cardeal e membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, deixar de expressar a Sua Eminência a estranheza que o convite [para o encontro com o Papa previsto para seis dias mais tarde, "por ocasião da aprovação da liturgia do Caminho Neocatecumenal"] me causou. Não me recordo de ter ouvido algo sobre uma consulta acerca da aprovação da uma liturgia própria deste movimento eclesial. Recebi nos últimos dias, de várias pessoas, inclusive de um estimado bispo americano, expressões de preocupação sobre tal aprovação papal, da qual já haviam tomado ciência. Esta notícia para mim era um simples rumor ou especulação. Agora descobri que tinham razão.
Liturgia neo-judaica do Neocatecumenato
Deixando de lado a questão sobre a forma com que tal aprovação foi preparada pelo Santo Padre, devo, em consciência, expressar minhas mais sérias reservas no que se refere às inovações que o Caminho Neocatecumenal introduziu na celebração da Sagrada Liturgia. Estas inovações já haviam sido corrigidas em 2006 pelo Cardeal Francis Arinze, então prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, mas devo dizer que as correções não tiveram nenhum êxito, ao menos nos Estados Unidos. As comunidades deste movimento continuaram celebrando a Santa Missa com inovações significativas, abertamente em contraste com a disciplina litúrgica a ser observada nas paróquias onde realizam seu apostolado.
Sem entrar em um comentário detalhado sobre as inovações, expresso duas de minhas principais preocupações. O lugar escolhido para a celebração da Santa Missa, o modo de dispor os membros durante a celebração e a maneira anômala para a recepção da Sagrada Comunhão, a meu ver, exageram gravemente o aspecto do banquete no Sacrifício Eucarístico e abandonam o ministério insubstituível do sacerdote na Santa Missa.
Na mesma linha, as enormes monições dadas por membros [leigos] desde o ambão, durante a celebração da Santa Missa, relativizam a proclamação da Palavra de Deus e a Homilia sobre a Palavra de Deus por parte do ministro ordenado. Enquanto estas longas monições podem ter um lugar apropriado nas celebrações não litúrgicas, representam, a meu ver, uma grave distorção do Rito da Missa.
Finalmente, como fiel conhecedor do ensinamento do Santo Padre sobre a reforma litúrgica, que é fundamental para a nova evangelização, creio que a aprovação de tais inovações litúrgicas, inclusive após a correção das mesmas por parte do Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, não parece coerente com o magistério litúrgico do Papa.