quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Deus e o homem na visão neocatecumenal

Do livro: Catequese Neocatecumenal e Ortodoxia Papal - Pe. Enrico Zoffoli
  1. O Deus de Kiko e Carmen não é o Deus bíblico, o da Tradição dos Padres e do Magistério, a quem se dirige esta oração: “Deus, a Quem a culpa ofende e a penitência aplaca...”. Uma ex-neocatecumenal de Rovigo me confirmou que sua catequista lhe explicou que é “soberbo” quem afirma haver ofendido a Deus pecando.
    O equívoco é grosseiro. A escola neocatecumenal não chegou então a entender que Deus – Ato Puro, Felicíssimo, Impassível- pode ser ofendido realmente pela negação, pela rebeldia, pelo ultraje ou pela indiferença... da criatura que, com sua atitude, falha no dever de reconhecer o absoluto domínio de Deus e sua total dependência d’Ele.
    O pecador mancha a ordem objetiva da Verdade e da Justiça, enquanto intenta com sua presunção subtrair-se a Deus (aqui tem a ofensa feita a Deus!), se prejudica realmente só a si mesmo...
  2. A teodiceia de Kiko Arguello, negando o pecado como ofensa a Deus, caí no erro do velho deísmo que separa e rechaça toda relação de Deus com o homem e do homem com Deus. Se trata de um Deus não somente transcendente se não também distante que deixando o homem livre, lhe consente viver como se Ele não existisse.
  3. Se o homem pecando não ofende a Deus, tampouco contraí com Ele o dever de reparação... isto é suficiente para excluir a necessidade de algum sacrifício expiatório. Porém, ainda há mais.
  4. O homem – segundo a doutrina neocatecumenal – está constrangido a pecar, ou seja, não pode deixar de fazer o mal; sua natureza está tão estragada que não lhe permite fazer o bem, pelo que é inútil qualquer tipo de esforço que faça para corrigir-se...
  5. A conversão consiste unicamente no reconhecimento – também público – das culpas cometidas e a confiança no poder salvífico de Cristo ressuscitado...; não no pesar de haver ofendido a Deus, com propósito de emendar-se, utilizando os melhores meios para conseguir a própria purificação.
  6. Não se conhece uma graça capaz de estimular à conversão, tendo como fim a regeneração do pecador, fazendo-o renascer até transformá-lo em um autentico filho adotivo de Deus para levar-lo assim à intimidade com Ele, que é prelúdio de vida eterna.
  7. Daqui se segue que a santidade não é possível, com o qual é incompreensível o culto aos Santos e Maria Santíssima.


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