domingo, 24 de maio de 2015

Carta e resposta: João Paulo II e o neocatecumenato

Carta:

Prezados!
Li em seu site uma resposta sobre o movimento neo-catecumenal e as heresias que o mesmo prega e que estão enumeradas num artigo em seu site.
Recentemente, respondi a uma irmã que me indagava a respeio do neo-catecumenato e, como considero esse site, extremamente rico e comprometido com a verdade, respondi com base no que estava publicado. Depois complementei dizendo que o pontificado e o Papa não poderiam estar em acordo com estas heresias.
Ei que, para a minha supresa, a irmã respondeu, dizendo que eu estava enganado e que o Papa joão Paulo II apoiava o movimento, segundo sua carta abaixo. Peço sua infalível ajuda para que eu possa respondê-la em defesa de nossos argumentos e, se for verdade que o Papa apoia tal movimento e o mesmo é infalível nestas questões, como podemos taxar o movimento neo-catecumenal de ilegítimo e herege??? Me ajudem!
[]s fraternos

Alessandro.

"Prezado Alessandro,
Infelizmente sua resposta foi inverossímil, sem o menor fundamento. O Papa joão paulo II reconhece plenamente o Caminho neocatecumenal, apoia e, a cada dois anos, encontramo-nos com ele pelas peregrinações mundo afora. Da próxima vez que for responder uma questão, aconselho deixar o preconceito de lado e pesquisar, para que possa dar uma resposta imparcial e, principalmente, concreta, sem deixar-se levar por um único aspecto da vida.

Quanto a esse padre que escreveu tal livro, só posso comentar que o pobre coitado não entendeu absolutamente nada, caluniando uma realidade vital para a igreja do terceiro milênio. A deus, somente a Ele, cabe o julgamento...

Segue abaixo uma carta do Santo Padre João Paulo II a respeito do Caminho Neocatecumenal.
Informe-se, Irmão!!!
Ao Venerado Irmão Monsenhor PAUL JOSEF CORDES

Vice - Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos 

Encarregado " ad personam " para o Apostolado das Comunidades Neocatecumenais.
Cada vez que o Espírito Santo faz germinar na Igreja novos impulsos de uma maior fidelidade ao Evangelho, florescem novos carismas que manifestam tal realidade e novas instituições que a põem em prática. Foi assim depois do Concilio de Trento e depois do Concílio Vaticano II.

Entre as realidades geradas pelo Espírito nos nossos dias figuram as Comunidades Neocatecumenais, iniciadas pelo senhor K. Argüello e pela senhora C. Hernández (Madrid, Espanha), e cuja eficácia para o renovamento da vida cristã vinha enaltecida pelo meu predecessor Paulo VI como fruto do concílio: "Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa atividade... viver e promover este despertar é o vós chamais uma forma pós-Batismal que poderá renovar as hodiernas comunidades cristãs os efeitos de maturidade e de aprofundamento que na Igreja primitiva eram realizadas no período pré-Batismal" (Paulo VI às Comunidades Neocatecumenais, audiência geral, 8 de Maio de 1974, in Notitiæ 96-96, 1974, 230).

Também eu, nos numerosos encontros que, como Bispo de Roma, tive nas paróquias romanas com as Comunidade Neocatecumenais e seus pastores e nas minhas viagens apostólicas a muitas nações, pude constatar copiosos frutos de conversão pessoal e um fecundo impulso missionário.
Tais comunidades visibilizam, nas paróquias, o sinal da Igreja missionária e "esforçam-se por abrir a estrada à evangelização daqueles que quase abandonaram a vida cristã, oferecendo-lhes um itinerário do tipo catecumenal, percorrendo todas as fases que na Igreja primitiva os catecúmenos percorriam antes de receber o sacramento do Batismo; reaproxima-os à Igreja e a Cristo" (Cfr. Catecumenato pós-batismal, in Notitiæ, 96-96, 1974, 229). São o anúncio do Evangelho, o testemunho em pequenas comunidades e a celebração eucarística em grupos (Cfr. Notificação sobre as celebrações nos grupos do "Caminho Neocatecumenal" in L'Osservatore Romano, 24 Dezembro de 1988) que permite aos seus membros o pôr-se ao serviço da renovação da Igreja.
Vários irmãos no Episcopado têm reconhecido os frutos deste caminho. Limito-me a recordar o então Bispo de Madrid Mons. Casimiro Morcillo, em cuja diocese e sob seu governo nasceram, no ano de 1964, as comunidades Neocatecumenais e que ele acolheu com tanto amor.
Passados mais de 20 anos de vida das comunidades, difundidas nos cinco continentes, 
- tendo em conta a nova vitalidade que anima as paróquias, o impulso missionário e os frutos de conversão que florescem pelo empenho dos itinerantes e, ultimamente, pela obra das famílias que evangelizam em zonas descristianizadas da Europa e de mundo inteiro;
- tendo em consideração as vocações, surgidas deste caminho, para a vida religiosa e para o presbiteriato, e o nascimento dos Colégios diocesanos de formação ao presbiterato para a nova evangelização, um dos quais é o Redemptoris Mater de Roma;
- tendo tomado conhecimento da documentação apresentada por V. Exª.:
acolhendo o pedido que me dirigiu, reconheço o Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos hodiernos.
Faço votos, portanto, que os irmãos no episcopado valorizem e ajudem - conjuntamente com seus presbíteros - esta obra em favor da nova evangelização, para que esta se realize segundo as linhas propostas pelos iniciadores, no espírito de serviço ao Ordinário do lugar, em comunhão com ele e no contexto da unidade da Igreja particular com a Igreja Universal.
Com garantia de tal voto concedo a V. Exª. e a todos os que pertencem às Comunidades Neocatecumenais a minha Benção Apostólica.
Vaticano, 30 de agosto de 1990, XII de Pontificado. 
João Paulo II 

[Traduzido do original italiano (AAS 82 (1990), 1513-1515)]. "
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Resposta:

 Muito prezado Alessandro, 

salve Maria.

Em primeiro lugar, gostaria de corrigir o que você diz de mim: eu não sou, nem pretendo ser, infalível. Longe disso. Meus amigos brincam comigo me chamando até de o "inacertante", de tantos erros que cometo, infelizmente.
Mas na questão do Neo catecumenato não errei, não. Esse movimento está cheio de heresias mesmo.
O fato de João Paulo II apoiar esse movimento não exime o neocatecumenato dos erros que nele existem.
O Papa São Pio X apoiou o movimento do Sillon e, anos depois, em documento oficial declarou que o Sillon o havia "ludibriado" e condenou as idéias do Sillon.
O fato de João Paulo II dar apoio a esse movimento é lamentável, porque o Neo Catecumenato está repleto de heresias, que um dia serão condenadas.
Você me perguntará como João Paulo II pode errar nisso, sendo o Papa infalível. .
O Papa é infalível somente quando se pronuncia ex Cathedra, e não há, nem pode haver, um documento ex cathedra -- infalível -- apoiando um movimento herético.
Repare, além disso, que na carta de João Paulo II está dito que o Papa apoia esse movimento levando em conta a documentação que lhe deram:

(...)"tendo tomado conhecimento da documentação apresentada por V. Exª, acolhendo o pedido que me dirigiu, reconheço o Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos hodiernos."

Se a documentação que deram ao Papa não foi completa, ele pode ter sido enganado, como São Pio X disse que foi "ludibriado" pelo Sillon, (cfr. carta Apostólica Notre Charge Apostolique).

O que importa é saber se os erros do Neocatecumenato existem ou não.

Se existem os erros apontados, o movimento é herético, em que pese o apoio de João Paulo II.

Se os erros apontados pelo Padre Zoffoli no Neo Catecumenato não existem, então o apoio do Papa deve ser totalmente aceito.

Pergunte então à Irmã se ela pode lhe fornecer as apostilas que o padre Zoffoli cita, ou se elas são secretas.

Pergunte ainda à Irmã, se ela aceita ou se ela condena os erros que Padre Zoffoli acusou no movimento neo catecumenal.
Caso ela forneça as apostilas citadas e nelas não existam os erros acusados, isso será a favor desse movimento e contra o Padre Zoffoli. Peça-lhe que lhe ajude a elucidar a questão, fornecendo-lhe todos os escritos possíveis do tal Kiko e de Carmen.

Desejando-lhe um ano cheio de graças, me subscrevo,

in Corde Jesu, semper, 
Orlando Fedeli.

Retorno do blogue

Caros leitores,
Salve Maria!

Comunico o retorno às atividades neste blogue a partir de hoje.

Tentarei, se Deus assim permitir, realizar postagens com um mínimo de assiduidade para garantir uma sã leitura aos que ainda possuem alguma dúvida quanto à anti-catolicidade do Caminho Neocatecumenal e seus líderes.

Peço desculpas pela longa demora nas atualizações e na moderação dos comentários.

Fiquem todos com Deus e tenham uma ótima semana.

Viva a Virgem Santíssima, esmagadora de heresias!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Neocatecumenato na bússola conciliar

Os modernistas acham que sim?
E vamos provar que é sim bússola que leva ao erros que leva ao inferno.

Os “erros da Rússia” infiltram-se dentro da Igreja
Atraves destas quatros constituições basicas conciliares como os pontos cardeais da Igreja Modernista.Prioridade desta formação modernistas de seus fiéis é dar uma consciencia, engajamento, abertos ao “mundo”, abertos ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso, participantes ativos na busca de solução dos problemas que assolam a sociedade atualmente, em todos os níveis, local e internacional. Devemos reconhecer o pluralismo religioso numa sociedade pluricultural e criar atitude de diálogo e colaboração com as outras tradições religiosas e espirituais.
Nunca como no Vaticano II uma reforma litúrgica se beneficiou da grande autoridade de um concílio ecumênico. Todo o movimento de reforma da Igreja encontrou o seu início com a liturgia, e, fato não marginal, quem promulgou a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, juntamente com os bispos, foi Giovanni Battista Montini. Montini viu-se assim implementando como papa aquilo que queria como arcebispo.

Convidados para serem pontos cardeais para missa nova.
 A Substituição do gregoriano por cantos na tradição musical de cada região está foi a orientação deste ponto Cardeal de Joseph Gelineau.
   Joseph Gelineau ( Champ-sur-Layon , Maine-et-Loire , 31 de outubro 1920 - Sallanches , 8 de agosto de 2008) foi um francês católico jesuíta padre e compositor, principalmente de música litúrgica cristã moderna. Ele era um membro da comitê de tradução para a Biblia de Jérusalem (1959).
Tendo entrado na Companhia de Jesus em 1941, Gelineau estudou teologia em um seminário católico em Lyon e música em Paris .O jesuíta foi um dos fundadores, em 1966, da Universa Laus (Louvor Universal), grupo internacional para estudo da música litúrgica vocal e instrumental, com o objetivo de apresentar e implementar as reformas litúrgicas do Concílio Vaticano II.
Ele desenvolveu seu psalmody Gelineau(é um outro método de cantar os Salmos) que é utilizado em todo o mundo. Mais tarde compôs inúmeros cantos para a ecumênico francês da Comunidade de Taizé .
 Gelineau abriu a história da música no rito de uma forma que não havia acontecido antes, e tratados gêneros litúrgico-musicais e formas em grande detalhe. O livro revelou-se muito influente no modo como as pessoas passariam a pensar sobre a música na liturgia e abriu o caminho para (por exemplo) a re-introdução do formulário salmo responsorial na missa(modernista).O Concílio Vaticano II estava em andamento, ele tinha sido um membro do grupo de trabalho do Concilio que lidava com a revisão do Ordinário da Nova Missa, e ele mesmo tinha uma responsabilidade especial para a Oração Eucarística. Foi o próprio Gelineau que foi responsável pela re-introdução no cânon da aclamação depois da consagração (o eventual objetivo de agregar novas aclamações ainda tem que ser realizado, salvo em caso de Orações Eucarísticas para as Missas com crianças. 
  Harmonia com os três protagonistas da história modernista, que o poeta  Patrice Tour du Pin, o filósofo acadêmico Jean Guitton eo monge dominicano Yves Congar.Em suas conversas intermináveis, eles estão convencidos da necessidade de "repensar o cristianismo." Eles irão percorrer um longo caminho antes serem os saudosos e precursores do Concílio Vaticano II três pioneiros do ecumenismo

 16 março, 1911: Nascido em Paris Patrice de La Tour du Pin Chambly La Charce. É o terceiro e último filho de François de La Tour du Pin e Bridget O'Connor, ela própria último descendente de Sophie de Grouchy eo Marquês de Condorcet, a eminente ciência do Iluminismo.Poeta místico católico e discreto, mídia decididamente un, entrou em diálogo com todos os setores de sua época, incluindo o pensamento ateu.
  Ele se formou em Santa Cruz, em Neuilly-sur-Seine , em seguida, na escola Janson de Sailly , e juntou-se a Escola Livre de Ciências Políticas . Em 1964, os líderes da implementação da reforma litúrgica, decidida pelo Concílio Vaticano II, pediu a ajuda de Patrice de La Tour du Pin este gigantesco empreendimento de tradução e criação literária, é com entusiasmo que todo o homem selvagem virou-se para sua vida interior e sua própria produção poética, aceite os desafios e os riscos de um projeto que demorou de 1964-1972 sua participação na comissão de tradução do Missal Romano. Só leigo permanente, contribui para a tradução do Ordo Missae, a oração 1200, 90 prefácios, as quatro orações eucarísticas. Amizade com Joseph Gelineau, SJ, e Didier Rimaud, sj. Ele também reflete uma equipe do ritual do casamento e ecumênico litúrgica Saltério. Ele compôs uma dúzia de hinos para a Liturgia das Horas, publicado em revista em 1967, e em oração, desta vez em 1972. A edição de 1980 vai incluir 22 peças de La Tour du Pin. Este trabalho comunitário com as equipes de estudiosos, teólogos, liturgistas e líderes pastorais, prevê quase 50 anos, as palavras de suas orações nas assembléias litúrgicas de católicos franceses em todo o mundo. O poeta é "liturgista", introduzindo assim, nas palavras de Pierre Emmanuel, "a poesia na expressão canônica da fé". 

Jean Guitton (Saint-Étienne, Loire, 18 de Agosto de 1901 – Paris, 21 de Março de 1999) foi um filósofo e escritor francês, membro da Academia francesa.
Entre outras honras, Guitton recebeu o título de Comendador da Legião de Honra e a Grã-Cruz de São Gregório, o Grande, a mais alta distinção do Vaticano.Autor de cerca de trinta obras e primeiro perito leigo que  estava no Concílio Vaticano II, em 1962, para o qual foi especialmente convidado pelo Papa João XXIII, Jean Guitton foi um dos principais representantes do pensamento modernista da Igreja Conciliar.

Frutos da búsola Conciliar 
  
O talmud’ diz: é abominavél o Novo Testamento, israelense o rasga. 
 
           Talmud ama os Cristãos e a Biblia?
     Vemos Ai uma  grande conversão eles estão procurando e dialogando o ecumenismo rasgando o Novo Testamento com amor de irmão mais "velho".

  Deputado Israelense rasga o Novo Testamentoosh Hashanah 17a. Cristãos (minnim) e outros que rejeitam o Talmud irão para o inferno e serão punidos lá por todas as gerações.
Sanhedrin 90a. Aqueles que lêem o Novo Testamento ("livros não-canônicos") não terão porção no mundo vindouro.
Shabbath 116a. Os judeus devem destruir os livros dos cristãos, p.e. o Novo Testamento. Dr. Israel Shahak da Hebrew University (Universidade Hebraica) relata que os israelenses queimaram centenas de bíblias do Novo Testamento na Palestina ocupada em 23 de março de 1980 (cf. Jewish History, JeRwish Religion, p. 21). 

Bússola conciliar quer converte quem?
"Bússola segura para nos orientar nos caminhos do século que se abre"
As quatros constituições conciliares como pontos cardeais da Igreja Modernista.
O Caminho Neocatecumenal foi iniciado na década de 1960, se orienta por está bússola do Concílio Vaticano II E TRANSFORMOU-SE em uma litrugia 
anti-catolica e assim ganham espaço rapido.
Divulgando os judeos.
O Caminho Neocatecumenal é cristão ou judeu?
Vejamos Porque:

 .Porque o uso de tantos símbolos judaicos
a estreita ligação entre o cristianismo e o judaísmo a Celebrações Eucarísticas estão enraizadas na Páscoa judaica. A Bíblia contém a "Tanakh Judaica", o nosso D-us é o D-us de Israel..

Está aqui é um sinagoga dos judeus

 Está aqui é um igreja do Neocatecumenal ou sinagoga?
 
 As suas Celebrações Eucarísticas estão enraizadas na Páscoa judaica.
 Domus Galilaeae International Center
Kiko nos disse que mais de 100 mil judeus chegaram à Galilaeae Domus.
  Eles também tiveram conferências lá com judeus e muçulmanos.
   Uma das características marcantes de estar em Domus Galilaeae estava percebendo o extraordinário relacionamento que existe entre o Caminho Neocatecumenal eo povo judeu.

http://www.cardinalseansblog.org/2011/02/04/visiting-the-holy-land/

Está também uma forma de perseguição da tradicção Cátolica
 Na Diocese de São Carlos na Paróquia São Benedito
Vemos a transformação desta Paroquia de São Benedito onde o grupo neocumenal se reuni como numa sinagoga e assim misturam suas celebrações com rito judeu e transformam-se no que?

Quem está fazendo ruptura com a liturgia Tradicional Catolica?

Os que escondem o altar tradicional e colocam a mesa Concíliar.
Transformaram esta igreja tradicional em uma sinagoga e vejam colocaram na frente do altar tridentino biombo. 
Para esconder o que?
 A Tradição da Igreja Catolica Apostolica Romana.
Atraz deste biombo o altar tradicional serve como mesa para guardar objetos de suas celebrações Páscoa judaica que agradam o ecumenismo modernista Conciliar.

Da mesma forma que o talmud manda matar cristão o Alcorão ou Corão também manda.

Perseguem os Copta Católico porque são apenas 10% em seu pais, neste Atentado junto a Igreja Católica no Egipto mata 21 pessoas 
  
Os Copta nunca abandonando as suas veneráveis tradições e ritos litúrgicos orientais, aceita a autoridade e primazia do Papa. Unida formal e oficialmente à Santa Sé em 1741.

Está perseguição dos cristãos em escala internacional.
Acorda cátolico querem a morte de nossa Santa Religião. 
 Rezem e o Santo Rosário pela conversão dos modernista e pela consagração da Russia ao Imaculado Coração de Maria e  pelo Triunfo de seu Coração.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Neocatecumenato e confissão (II)

A conferencista, ao expor a idéia que a Igreja primitiva possuía do Sacramento da Penitência, num primeiro momento, se aproxima do que disse o Papa no Motu Próprio citado, omitindo, porém, um ponto capital que o Papa manteve: a confissão dos pecados.

E assim dizemos que a Igreja primitiva não teve a confissão como a temos hoje, mas que houve a essência do Sacramento da Penitência que é a conversão, o perdão dos pecados” (p. 126).

Kiko vai debochar das pessoas simples, dizendo:

(..) as pessoas pensam que mesmo o confessionário foi inventado por Jesus Cristo” (p. 143).

Mais adiante, todavia, a expositora afirma algo que contraria frontalmente o que o Papa afirmou em seu último Motu Próprio:

“A igreja primitiva considerava os pecados de morte — [o pecado mortal?] — quase que unicamente a apostasia, ou seja, a negação do caminho ou a saída dele, porque o homem durante o Caminho é fraco e cai, mas sem sair do Caminho”(…) Por isso, a Igreja primitiva não pôs o exame de consciência no final do dia, como foi mais tarde introduzido pelos jesuítas, e sim, de manhã, ao levantar-se, porque converter-se é se colocar diante de deus quando se começa a caminhar” (p. 128).
Os cristãos da Igreja primitiva corriam o risco de morrer na arena, caso não apostatassem. Era natural então que essa fosse a sua grande prova, a sua grande tentação: a de apostatar. Isso lhes era um risco maior do que qualquer outro pecado, daí ressaltarem a importância desse problema. Mas isso não significa que os cristãos das catacumbas considerassem o adultério, por exemplo, um pecado leve.

Carmem sustenta que a Igreja primitiva tinha uma noção de pecado totalmente diversa da atual, e por isso sua concepção do Sacramento da penitência tinha que ser necessariamente diversa.

“A Igreja primitiva considerava os pecados que não significavam sair do caminho – [todos os pecados, fora a apostasia] — como frutos da fraqueza humana, como próprios de um homem que está a caminho para a plenitude que não tem ainda, mas pela qual já se sente atraído, porque tem a certeza dela, porque é testemunha da santidade de Deus, que é absoluta. Na Igreja primitiva, com este conceito de pecado, era muito difícil que os batizados entrassem novamente em pecado; por isso a Igreja primitiva não tem nenhuma explicitação do Sacramento da Penitência que não seja o Batismo” (p. 128).
A líder neocatecumenal começou afirmando que a Igreja primitiva tinha “a essência do Sacramento da Penitência que é a conversão, o perdão dos pecados”. Agora, ela nega que houvesse sequer a explicitação do Sacramento da penitência na Igreja primitiva.

Mais ainda: ela afirma que a moral da Igreja primitiva era diversa da moral posteriormente ensinada e exigida pela Igreja. A Igreja primitiva teria outra noção de pecado mortal. Para ela, pecado mortal era só a apostasia.

Influenciada pelas doutrinas anticonstantinianas e modernistas do padre Louis Bouyer, e fiel a seu conceito historicista e evolucionista, Carmem vai repetir os ataques à Igreja institucionalizada, que teria surgido com a libertação da Igreja pelo Imperador Constantino.

Vocês devem explicar um pouco como com Constantino entraram na Igreja as massas, perdendo-se nela um pouco o sentido a comunidade. Não se vê mais uma comunidade que caminha em constante conversão pelos impulsos do Espírito Santo. Vemos, sim, pessoas que pecam individualmente, que são absolvidas individualmente, e, em seguida, vão comungar… Mas toda uma comunidade em conversão, que se reconhece pecadora, não a vemos” (p. 145).

“Depois, com coisas muito graves como o homicídio e, o adultério público, que eram considerados de morte – [pecados mortais] — quando a Igreja se institucionaliza um pouco, aparece a instituição penitencial” (p. 128-129).
Carmem opõe duas igrejas: uma igreja sacramental e uma igreja jurídica. Para ela, a Igreja primitiva era sacramental, não jurídica, carismática. Com Constantino, a Igreja se institucionalizou e se tornou jurídica. Daí a noção de culpa teria se tornado legalista e moralista. Pecado seria, desde então, uma violação da lei, exigindo uma punição legal.

“Na igreja primitiva, a primeira explicitação daquilo eu podemos chamar de Sacramento da Penitência para os batizados que, depois de terem seguido o Caminho o abandonam, é a excomunhão, porque a Igreja não é uma coisa jurídica, mas sacramental. Não se pode compreender a Penitência sem uma noção sacramental da Igreja. Se passarmos para uma visão jurídica da Igreja, como acontecerá depois, a penitência adquirirá, também ela uma dimensão jurídica” (p. 129).
Toda essa concepção é absolutamente gratuita, sem ter qualquer correspondência com a realidade. Por exemplo, Deus, no Sinai, deu uma lei. Impôs os dez mandamentos ao povo eleito. Seria essa uma noção carismática ou legalista e jurídica?

E Carmem – que dá absoluta importância à noção da Páscoa judaica, dizendo que é ela que subjaz à Eucaristia católica –, Carmem não poderá deixar de reconhecer que esta é uma noção jurídica.

Por que ela prefere, na Penitência, uma noção não jurídica? Por que essa diferença entre a Eucaristia e Penitência em sua relação com o judaísmo?

Mistério…

Continua...