domingo, 14 de abril de 2013

A Presença Real Permanente para os Neocatecumenais



"Doutrina" neocatecumenal

"As teologias do século XVI não passam de elucubrações mentais sem a experiência bíblica de onde jorra a Eucaristia. O mistério centra-se sobre a presença: 'os protestantes dizem que...', 'Calvino diz que...' A Igreja católica torna-se obcecada a respeito da presença real, como se esta fosse tudo. Começam as grandes exposições do Santíssimo, que antes não existiam, porque a presença estava em função da celebração eucarística, e não o contrário. O pão e o vinho não são feitos para serem expostos, porque se estragariam. O pão e o vinho são feitos para serem comidos e bebidos. Eu sempre digo aos Sacramentinos de Roma, que construíram um sacrário imenso: se Jesus Cristo tivesse querido a Eucaristia para ficar ali, ter-se-ia feito presente numa pedra que não se estraga. O pão é para o banquete, para conduzir-nos à Páscoa. A presença real é sempre um meio para conduzir-nos a um fim, que é a Páscoa. Não é um absoluto. Jesus Cristo está presente em função do mistério pascal. Ao contrário, de Trento em diante celebrou-se a missa para consagrar e ter presente Jesus Cristo e colocá-lo no sacrário. Em muitos conventos de freiras se disse a missa só para encher o sacrário. Transformamos a Eucaristia, que era um canto a Cristo glorioso, no divino prisioneiro do sacrário." (Catequese de Carmem, pág. 262-263. Sublinhados nossos).

Doutrina Católica

A Igreja e seus mandamentos
por Monsenhor Henrique Magalhães
Editora Vozes, 1946

O Concílio Tridentino anatematiza quem disser que no admirável Sacramento da Eucaristia, feita a consagração do pão e do vinho, estão o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo apenas enquanto as sagradas espécies são usadas naquela ocasião e enquanto são recebidas como divino alimento; anatematiza quem disser que Jesus Cristo não permanece nas hóstias e partí­culas consagradas que ficam no sacrário ou que sobram da Comunhão[1]. Jesus Cristo está presente nas sagradas espécies enquanto elas permanecem incorruptas. Corrompendo-se as espécies, cessa a presença real. (...)
Os enfermos que desejam receber em seu co­ração o médico divino, os que aguardam o viático, alimento precioso para a última viagem — agrade­cem ao bom Jesus a Sua permanência na Hóstia consagrada, único meio de satisfazerem as suas tão justas aspirações.
O Divino Mestre fica ainda nas espécies con­sagradas, para receber o nosso culto dia e noite. Para ser visitado, para ouvir os desabafos de tantas almas atribuladas, que só em Deus encon­tram refúgio e consolação.
O culto que se presta a Jesus Cristo no Santís­simo Sacramento — é o culto de adoração, ou latria. É de fé. Assim o definiu o Concílio de Trento.
São João Crisóstomo dizia: “Adora e comun­ga”. Santo Agostinho: “Ninguém coma desta car­ne, sem primeiro adorá-la. São Cirilo de Jeru­salém ensina: “Depois da Comunhão do Corpo de Cristo, aproxima-te também do Cálice do seu san­gue, não estendendo as mãos, mas prostrado, à maneira de adoração”. (...)

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[1]      Sessão XIII. Cânon 4.°.



4 comentários:

  1. Como o concilio vaticano II diz, em uma pequena capela ao lado do templo maior.

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    1. Nem na capela menor o neo catecumenato esta deixando um sacrário

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    2. Nem na capela menor o neo catecumenato esta deixando um sacrário

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    3. Antes de escrever asneira, verifique o conteúdo do que você lê, (e leia o documento por completo) não somente parágrafos.
      E se você fosse tão inteligente, saberia que a foto que você utilizou é da capela do seminário Redemptoris Mater de Brasília; e esta capela possui uma parte exclusiva (A CAPELA DO SANTISSIMO) em seu lado direito. Olhe atentamente ao lado direito da foto, você verá uma coluna branca, O SANTISSIMO ESTÁ LÁ.

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